Era o nascer da aurora...
Prometia ser um dia bonito, Pelas cores que se espalhavam com suavidade Por todos os lados que meu nariz absorvia através do olhar ... E eu acreditei, quis acreditar, como sempre assim o desejei. Abri a porta do quintal e lá estava Ela... Tão pequenina, o corpo curvado em sua magreza, As mãos ainda recordavam juventude por mais que o rosto escrevesse ao contrario, insistindo em dizer que viram setenta e duas luas. E lá estava Ela, na pia do quintal, ao frio, lavando uns panos quaisquer como se lavasse a vida. Pedi a benção e com o coração doendo, fui tomar o café preto que sempre diz-me aos pequenos goles,que tudo está bem enquanto Ela naquela casa estiver presente. É o anuncio de que: - Ainda está na realidade do meu mundo segurando as pontes e trazendo o meu querer de que todas as auroras prometam-me que o dia vai sempre ser bonito assim... Sai levando o coração engasgado de dor mas sorrindo. ... e ela D.Marinalva... Minha Mãe Lá ficou ao longe a olhar-me ternuras em fio…
Prometia ser um dia bonito, Pelas cores que se espalhavam com suavidade Por todos os lados que meu nariz absorvia através do olhar ... E eu acreditei, quis acreditar, como sempre assim o desejei. Abri a porta do quintal e lá estava Ela... Tão pequenina, o corpo curvado em sua magreza, As mãos ainda recordavam juventude por mais que o rosto escrevesse ao contrario, insistindo em dizer que viram setenta e duas luas. E lá estava Ela, na pia do quintal, ao frio, lavando uns panos quaisquer como se lavasse a vida. Pedi a benção e com o coração doendo, fui tomar o café preto que sempre diz-me aos pequenos goles,que tudo está bem enquanto Ela naquela casa estiver presente. É o anuncio de que: - Ainda está na realidade do meu mundo segurando as pontes e trazendo o meu querer de que todas as auroras prometam-me que o dia vai sempre ser bonito assim... Sai levando o coração engasgado de dor mas sorrindo. ... e ela D.Marinalva... Minha Mãe Lá ficou ao longe a olhar-me ternuras em fio…