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A mostrar mensagens com a etiqueta Hélder Fernando D.Gonçalves

Recordando (Copiado do Livro Alfama)

Recordando
Naquela viela estreita, gentios horrores Um bafo quente de estranhos odores Com nome esquisito - Rua das Atafonas Tabernas esconsas, cheiros e sabores Putas encostadas em porta carcomida Gastas pelo tempo -  Escadas da má vida!
Vendem o corpo mal nutrido - Desajeitadas De mamas caídas suportadas em trapos Pernas ao léu, varizes azuis aos “esses” desenhadas Pequenas saias - mais parecendo farrapos Desdentadas, desgrenhadas, ali plantadas, Sem tempo, chulos de perto -  Mesmos pecados!
Ao lado, a taberna exala cheiros rançosos De tantas iscas com “elas” ali passadas Em molho grosso de frituras continuadas Para aquela gente eram pitéus bem saborosos Conversas estúpidas - Galhofas misturadas Gritos histéricos, em alvares gargalhadas!
Juventude a quanto obrigas - Por ali passei Beijos balofos em nome do desejo suportei Meus olhares, nesse tempo, não eram esquisitos Para mim o importante era ter os requisitos Como adolescente candidato a homem em ebolição Sonhos noturnos  com mome…

Ruas Desertas

RUAS DESERTAS

As ruas por onde passo estão desertas. Sem alma, janelas fechadas, luz difusa Portas fechadas - Cadeados bem fortes. Caminhando com esperanças incertas Onde encontrar abrigo, sem ter recusa, Continuo, perdido em tantos desnortes
As ruas por onde passo existem pessoas Escondem-se em cortinados, nas janelas; Espreitam quem passa, não se mostram, Nem abrem as portas, o medo está nelas- Preconceitos, outras razões menos boas, Veem-me passar, de mendigos não gostam!
Hélder Gonçalves
Maio 2012

Marcha de Alfama 2016

Marchar com luz e alegria Basta ver garbosa alfama Em desfile –  olhai, quem diria
Outra vez ganhou - fica a fama

HG


Amanhã - por Hélder Gonçalves

Amanhã ficarei mais só Sem uma grande amiga De tantos anos Amanhã ao abrir a porta Não terei a sua alegria Ninguém me conforta Ela partirá tranquila Sem saber que já não volta Quem decide por ela Puta de vida, que revolta Eutanásia - minha decisão Hoje, véspera da execução Ao meu lado, confiante No doce olhar penetrante Como interrogando Lágrimas do meu pranto  Da cadela Daisy 
Com saudades vou ficando
Amanhã!




24-10-2014

OFERTA DE AMOR por Hélder Gonçalves

Em meus silêncios Gritos existem. Nos meus sorrisos, Dores se disfarçam. Em meus cantares, Tristezas se passam. No meu coração, Amor presente, Latente, demais: Alegria de dar Sigo, e dou a mão!
Pela estrada da vida, Serei peregrino. Sereno, eu caminho. Na minha bagagem, Amor infindo levo. Ofereço a quem pedir, Estendo a mão - Faço questão e relevo. É este o meu sentir: Aqueles que nada dão, Muitos sobram: Esses, não têm perdão!
Docarmo
Março 2012

Oferta de Amor - por Hélder Gonçalves

Dedicado à minha querida sobrinha Patrícia Branco


Em meus silêncios Gritos existem. Nos meus sorrisos, Dores se disfarçam. Em meus cantares, Tristezas se passam. No meu coração, Amor presente, Latente, demais: Alegria de dar
Sigo, e dou a mão!
Hélder Gonçalves Maio 2016

Simplicidade - por Hélder Gonçalves

O Dia da Grande Lucidez - por Hélder Gonçalves

O Dia da Grande Lucidez
Hoje é o dia da grande lucidez Todos os filtros a funcionarem Para darem lugar à crua realidade O sonho não tem agora permissão A esperança pendurada no cabide A aridez do deserto no coração Hoje é o dia da grande lucidez Aquele momento da desesperança
Da desilusão - Do cansaço Relógio que marca o tempo parado O olhar fixo naquela árvore Plantada, inerte, na minha frente Como ela estou sem sentido, vazio Adivinhando sentimentos inexistentes Tal como ela quero estar vegetando Sem sentido, amorfo, aturdido Despercebido, com meu copo na mão E a minha solitária embriaguez Sem pensar, parado e assim ficar De tudo desprendido, até isolado Porque hoje é o dia da grande lucidez




Do Carmo Maio 2016

Uma Palavra Cinco Letras - por Hélder Gonçalves

Uma Palavra Cinco Letras
Uma palavra Cinco letras Tudo dito! Uma palavra Não proferida Demais sentida Magoada Dentro de nós Uma palavra Mil silêncios Olhos a brilhar Segundos intensos Mãos largadas Lentamente Momentos tensos Última chamada Um vai ficar Outro partirá Fim de tempo Costas voltadas Outro seguirá Voará nos céus Irá voltar? Um ficará Uma palavra Cinco letras Adeus!



Hélder Gonçalves

...E foi assim que tudo começou!

(Extraido de um texto de Ronilda David em 12 -.05- 2012 no site do WAF enquanto mediadora e no inicio de uma relação aprofundada)

Na Avenida ao lado da Praça do Feijão ,há uma loja de doces, sempre  passo pelo passeio dela por causa da sombra.

Na parede em branco logo na beira da larga entrada, caprichosamente em grandes letras azuis tem escrito:
"Assim como você pensa na sua alma, assim você é." Provérbios 23.7
E de tanto ler, findei por decorar e hoje é a segunda vez que lembro-me desse provérbio do Rei Salomão, e digo-te muito feliz que:
Teu rosto, Meu caro Amigo Docarmo, reflecte com exactidão a luz da tua alma, a grandeza, a suavidade e, sobretudo, o ser humano de incomparável valor.
Quando vi esse teu retrato tão bonito, (não vás rir) mas a primeira palavra que ocorreu-me foi: Garboso.
Eu sei que é uma palavra antiga, nem sei se ainda anda em uso, mas reconheço de certo modo - Que sou antiga (risos)
E de qualquer forma sei que compreendes na perfeição esse meu jeito …

Coisas da Juventude (do livro ALFAMA))

Naquela viela estreita, gentios horrores
Um bafo quente de estranhos odores
Com nome esquisito - Rua das Atafonas
Tabernas esconsas, cheiros e sabores
Putas encostadas em porta carcomida
Gastas pelo tempo - Escadas da má vida!

Vendem o corpo mal nutrido - Desajeitadas
De mamas caídas suportadas em trapos
Pernas ao léu, varizes azuis aos “esses” desenhadas
Pequenas saias - mais parecendo farrapos
Desdentadas, desgrenhadas, ali plantadas,
Sem tempo, chulos de perto - Mesmos pecados!

Ao lado, a taberna exala cheiros rançosos
De tantas iscas com “elas” ali passadas
Em molho grosso de frituras continuadas
Para aquela gente eram pitéus bem saborosos
Conversas estúpidas - Galhofas misturadas
Gritos histéricos, em alvares gargalhadas!

Juventude a quanto obrigas - Por ali passei
Beijos balofos em nome do desejo suportei
Meus olhares, nesse tempo, não eram esquisitos
Para mim o importante era ter os requisitos
Como adolescente candidato a homem em ebolição
Sonhos noturnos com momentos de ma…

O reencontro

Tem muito sentido e muito oportuno. Que a voz não te doa ...E o jeito nunca te falte.
Que seja este, o teu amadurecido grito de alma.
O reencontro com o nosso íntimo dá-nos as pistas para o nosso caminhar na estrada da vida Com aquela segurança das experiências já vividas. 



Livro Alfama do autor Hélder Gonçalves