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Música de fundo FELIZ NATAL AMIGOS!

domingo, 31 de julho de 2016

Oi - Ai Você por Hélder Gonçalves

Foto Hélder Gonçalves
Oi, aí Você,
Que é  de Irecê -
Quero saber porquê,
Você que é de Irecê
Terra de candomblé
O porquê?
Da terra do sol e cor, deixar.
 Para Portugal zarpar.
De tudo, da alegria lembrar.
Do arrastão se afastar
E ,na tristeza, querer ficar!



Cicatrizes - por Hélder Gonçalves






A Vida é feita de encontros. Também, de desencontros,
Enganos e desenganos que vão deixando cicatrizes.
Nas feridas que podem não sarar – Ficam sangrando!
Das nossas lutas, de ilusões desfeitas em tais confrontos,
Perdem-se os sonhos, as recordações de dias felizes:
Acreditar de novo, bem difícil, em tudo que fomos amando.


sábado, 30 de julho de 2016

PORTUGAL Meu Amor!





Choro essas lágrimas açoitadas
 No atalho da canga,que o mar vomita
Nas palmas das minhas mãos calejadas
Choro essa orfandade de mãe e pai
Deitada no castigo do vento.
Tristemente canto meu ai
N'um fado d'alma nua 
do verde que tombou a memória do sorrir
O Vermelho rasgado da desterrada poesia
Ó! Sofrida vergonha, vil e crua
dessa liberdade,chamada democracia.
Nas correntes da cruz costurada
d'um novo nome em desassossego
do pão faltoso,morada negada
Ha! Perdição do desespero
 Céu que me cala
vencidas Dulce e Amália.
Choro todos os lamentos das dores castigadas,
das pedras que são tudo,menos,aquele coração que desconhece a palavra: Pena.



Ronilda David/Loubah Sofia - Alma Feita De Ti

Resposta ao
Velhos de Todo Mundo Uni-vos!
Leia
Imagem google

terça-feira, 19 de julho de 2016

Promoção De Natal


Fotos


LIVROS PUBLICADOS

"A única coisa que me apetece é comer o tempo. Mastigar devagar todos os relógios do mundo. Beber cada segundo. Assoprar os minutos numa trilha. Montar nos ponteiros... E galopar em Tua direcção."

Do Livro "O BALLET DOS CAMELOS"
Autora Ronilda David "Loubah/Sofia




domingo, 17 de julho de 2016

MEU CAMINHO - por Hélder Gonçalves


MEU CAMINHO


Aconselhas o caminho.
Dizes-me como fazer,
Mil razões apontas:
Proveitos imensos.



quinta-feira, 14 de julho de 2016

Folhas de Outono - por Hélder Gonçalves




Folhas soltas, cor de cobre,
No chão varridas pelo vento:
Retalhos de esperanças caídas,
Galhos de ilusões em tormento,
Premonições em mim sentidas
Outono -  Em tudo sou pobre!

No teu corpo me aconchego.
Em teu abraço me conforto.
Do teu  consolo vou vivendo.
Recordações? - o meu sossego;
No teu peito, em bom porto:
Saudades de mim vou tendo!




Nov.2012

terça-feira, 12 de julho de 2016

Do livro "O Ballet dos Camelos" autora Ronilda David / Loubah Sofia




Foto Hélder Gonçalves


A noite avançou... E a madrugada chegou mansamente, lá estava ela, macia, cheirosa dentro dos lençois.
O braço do marido  envolvendo-a protector. E ela feliz aspirava-lhe os cheiros familiares
Cada cheiro contava-lhe pedacinhos de suas vidas à beira um do outro.
Ergueu a cabeça, olhou-o nos olhos, e Ele sorriu-lhe peguntando baixinho se Ela estava bem disposta.
Silenciosa sacudiu a cabeça n'um sim e ele contente, passeou a mão ternamente ao longo do seu corpo.

Ela buscou-lhe a boca molhada e deixou-se mergulhar naquele mundo cor de rosa de puro amor.

A boca Dele era um sonho aberto, despido de pecados, de confusões.
Lá dentro daquela doçura ela percorria caminhos de  beleza.
Alí não sentia frio, fome, sede ou medo. Alí dentro daquela textura rica de sabores,ela movia-se leve,tal qual bailarina na melhor fase.
Bailava para qualquer lado que lhe apetecia.
Gemeu baixinho, quando a sua língua enroscou-se na dele n'um encontro doublé perfeito.
Como o amava...
Como era intenso e profundo aquele trocar  de sentidos.
Às vezes, depois de fazerem amor,Ele dormindo ao seu lado serenamente,Ela buscava uma forma de alongar mais aquele estado de espirito perfeito. Buscava um jeito de que perdurasse, não pela eternidade  fora mas, pelo menos, mais um tempo, além do que meras horas, à frente, no futuro.
Quando pensava que o mundo lá fora daquelas paredes, ou lá fora dos portões do tempo a sacudiriam sem piedade alguma.
 Lá em cima no Chão, uma estrela segredou a outra:
- Será que aqui em cima têm mágicos como aqueles dois ali, que fotografam
Sonhos?
A outra sorriu, deu de ombros e respondeu:
- olha direito, se fizeres isso vais ver que, Eles, os dois, tem-nos reflectidas em seus olhos.
Bendita A Fé que move a inocência, pois...
Somos apenas ilusões d'uma desconcertante verdade



Do Livro o Ballet dos Camelos
Autora Ronilda/David /Loubah Sofia

domingo, 10 de julho de 2016

DENTRO DE MIM por Hélder Gonçalves








Gritos de dor contidos
Que me sufocam.
Rebeldia, inconformismo,
Despertos nos meus sentidos,
Dentro de mim.
Contra os impossíveis
Que me derrotam
E me desesperam,
Lutas perenes invisíveis,
Dentro de mim.

Quisera dormir, não pensar:
Aturdido, sempre esquecido,
Daquilo que não posso alcançar.
De tudo o que não vou realizar,
Dentro de mim.
Tristeza por não te encontrar;
Nos abraços vazios, do beijo
Que quero e não poderei dar.
Amor que se esvai, num lampejo
Dentro de mim.

Hélder Gonçalves

Abril 2012

sábado, 2 de julho de 2016

Recordando (Copiado do Livro Alfama)




Recordando

Naquela viela estreita, gentios horrores
Um bafo quente de estranhos odores
Com nome esquisito - Rua das Atafonas
Tabernas esconsas, cheiros e sabores
Putas encostadas em porta carcomida
Gastas pelo tempo -  Escadas da má vida!

Vendem o corpo mal nutrido - Desajeitadas
De mamas caídas suportadas em trapos
Pernas ao léu, varizes azuis aos “esses” desenhadas
Pequenas saias - mais parecendo farrapos
Desdentadas, desgrenhadas, ali plantadas,
Sem tempo, chulos de perto -  Mesmos pecados!

Ao lado, a taberna exala cheiros rançosos
De tantas iscas com “elas” ali passadas
Em molho grosso de frituras continuadas
Para aquela gente eram pitéus bem saborosos
Conversas estúpidas - Galhofas misturadas
Gritos histéricos, em alvares gargalhadas!

Juventude a quanto obrigas - Por ali passei
Beijos balofos em nome do desejo suportei
Meus olhares, nesse tempo, não eram esquisitos
Para mim o importante era ter os requisitos
Como adolescente candidato a homem em ebolição
Sonhos noturnos  com momentos de masturbação

Por uma puta bem gordinha me enamorei
De seu nome Rosa -  Por ela, então, me apaixonei
Recebi favores, carinho e até amor dela granjeei
Por isso sempre pensei que ser puta – Meu Deus!
Nada mancha o coração - Amor igual ao dos Céus
Como Cristo e Madalena - A pedra não atirei!





Hélder Gonçalves
Julho 2013





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