Avançar para o conteúdo principal

Do Livro "O Ballet dos Camêlos" - autora Ronilda David / Loubah Sofia




"Todos estavam nas suas ocupações e, Ela, em momentos introspectivos. Como que cega, seguia  muda sem porta-voz. Os dias transcorriam num torpor de oceanos incertos, cujo humor era variante feito ás faces da lua.
Ainda não se encontrava com forças normais para contrariar esse
torpor, e nisso sentia-se irremediavelmente (ao menos por mais alguns dias) presa a tais brumas que mudam de tons em cores e sons conforme o sabor dos minutos que se escoavam. Todavia, vinha-lhe à lembrança da infância na velha casa da Voikamina, histórias contadas ao pé do fogão a lenha.
Lá fora no pátio florido d’algodão, cravos teimosos no exalar e perfumando madrugadas.
Tinha arrudas,alecrins e coqueiros gigantes.
Ao longe, zurrava o burrico, ladrava o vira-latas e perambulava sem morada o Senhor das calçadas nuas de pedras ou seja o "sem juízo" a dormir pesadelos na lixeira?
E, ela, punha-se na lata de fazer vista grossa, pois não tinha
medo."





Ronilda David/Loubah Sofia







Mensagens populares deste blogue

Do hábito biscoitos d'açúcar

De pedaços de poesias 
Fiz uma nuvem de melodias 
No mundo de suaves revoadas 
Valsando em asas encantadas 

Nas palavras erguendo magias 
Dançando sons em rapsódias 
De paixões fragmentadas e fugidias 
Acolá, chegarei com outras histórias

Nos passos -  Carinho ao aconchegar 
Com doçura que imagina minha mente 
Meus sentidos se elevam  ao prestar 
Em compasso de superação finalmente! 

De Ti em mim sonhos... 
Infinitamente. 

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













Honradez

Honradez... Tua Manta De Diamantes
Amanheça Para a vida, Para o melhor quetem Respeita a aliança Acredite que adiante O real do que éseu legado Espera...
Amanheça Para a boa vontade de Dar as mãos E o perdão, compartilhar Os sonhos Os sorrisos O pão...
Amanheça E dê avocê, perdão Porque o erro reconhecido É acolhedor para a alegria Da humildade que afasta a tristeza ... E traz a esperança de que... Hoje, vai dar certo!

sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de solidões vis. Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬