Avançar para o conteúdo principal

ALFAMA - O Bairro onde nasci Por Hélder Gonçalves





Alfama – o bairro onde Nasci
   Da janela de guilhotina, do meu quarto
Escancarado ao sol  - festival de luz!
Alcandorado em assimétricos telhados,
Onde  gatos,  estatelados, dormiam -
Eu via o Tejo, a espreguiçar-se até à foz.
Faluas tantas! - a cruzarem, carregadas,
A todo o pano, sulcando o rio, azáfama atroz!

Alfama – O bairro onde nasci

De gente pobre, de muito  trabalho –
Algum tempo, com minha mãe, ali vivi.
Bairro de marinheiros e estivadores.
Epopeia na Universal História –
Da era dos Descobridores!
Jogados  em caravelas -  trabalhos forçados
Heróis à força – da tristeza, nasceu o Fado.
Comandantes das naus -  os seus senhores!

  Alfama – O Bairro onde nasci

Tudo mudou no tempo, entretanto, envelheci.
Já não vejo os gatos, nos telhados, refastelados
Nem as faluas garbosas, sulcando o Tejo.
Nem os golfinhos emergem, com suas danças
A chita dos vestidos das raparigas deu lugar à ganga
Como a taberna esconsa, de corvos à porta
Voltou casa de fado -  agora, também, propaganda!

Alfama - O Bairro  onde nasci!




Mensagens populares deste blogue

Do hábito biscoitos d'açúcar

De pedaços de poesias 
Fiz uma nuvem de melodias 
No mundo de suaves revoadas 
Valsando em asas encantadas 

Nas palavras erguendo magias 
Dançando sons em rapsódias 
De paixões fragmentadas e fugidias 
Acolá, chegarei com outras histórias

Nos passos -  Carinho ao aconchegar 
Com doçura que imagina minha mente 
Meus sentidos se elevam  ao prestar 
Em compasso de superação finalmente! 

De Ti em mim sonhos... 
Infinitamente. 

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













Honradez

Honradez... Tua Manta De Diamantes
Amanheça Para a vida, Para o melhor quetem Respeita a aliança Acredite que adiante O real do que éseu legado Espera...
Amanheça Para a boa vontade de Dar as mãos E o perdão, compartilhar Os sonhos Os sorrisos O pão...
Amanheça E dê avocê, perdão Porque o erro reconhecido É acolhedor para a alegria Da humildade que afasta a tristeza ... E traz a esperança de que... Hoje, vai dar certo!

sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de solidões vis. Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬