Heterotopias by Expedito Gonçalves Dias



Incomum, mesmo para mim que sinto;
insensato, diante do que aprendi,
indistinto e disparatado.

Este espelho mente a todo instante!
O que vejo inteiramente é uma farsa,
um desplante que não almejo...

Não posso me furtar à realidade.
Por que este medo me incomoda:
será tarde ou ainda é cedo?

Nessa imensa multidão sou uma ilha
que busca um equilíbrio no oceano:
uma trilha nesta selva injusta.

O meio será mesmo a mensagem?
E se eu quebrar então este espelho,
que vantagem posso ainda levar?

Sempre me enamorei dos mistérios.
Nos porões da mente jazem, intactos,
meus desidérios e paixões.

Minha mente comporta esses mundos.
O virtual se une ao da realidade,
profundo, utópico e visceral.

Ainda não quebrei este cristal,
pois creio que nele mora a verdade,
a aula triunfal e o recreio.

Mas o método que uso não funciona.
Isso que eu faço não interfere
nessa zona morta do espaço.

A mente me engana o tempo todo,
estou perto de ser tachado
de um engodo sem conserto!

Quisera ser até mais passional,
menos chinfrim, comum e desregrado.
Mas qual! - o espelho mente para mim!


Autor: Expedito Gonçalves Dias (Profex)
Escrito em Varginha em 26/10/2010, às 16:30 h
Autor do espaço www.blog do profex.com

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