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Rabiscos de Amor...by Malu Silva





Gostava de dormir o sono mais profundo e dentro dele poder descobrir os caminhos das tuas noites.
Mergulhar num transe constante e sentir tuas mãos percorrendo meu corpo, teus sussurros beijando minha alma.
Ah! E os teus cílios roçando meus olhos fechados... tua boca quente passeando em versos verdes da poesia, no fundo da minha cama - grama molhada a abrigar nossas penas enlaçadas.
Ouvir a música suspensa em pautas douradas, tua voz, que me abraça os vazios e os medos.


Gostava de ver a luz grudada nos nossos ossos, correndo, colorida, pelas nossas veias, marcando nossas cores em inocentes corações rabiscados na areia... e o nosso nome, arrolhados em garrafas, que se joga ao mar, levando nossos brancos desejos, ainda virgens em luas desertas.

Gostava de viver esse amor que não se vive, que apenas viaja solto... e nós, assim, como dois estranhos, sem planos...

Gostava de te perguntar se há espaços para as minhas bagagens, n'alguma viagem... se há teus olhos a olharem pelas minhas paisagens, onde de dia me mostro, bem ao longe e, à noite, em sonhos profundos, estou mais perto, para que me veja em todos os meus detalhes - detalhes de tudo aquilo que eu possa desenhar - não mais em rabiscos, mas traços precisos desse meu amor.

Malu Silva


Autora do:
Flor De Alfazema

 

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sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de vis solidões Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

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