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Flashes de tristeza...by Malu Silva



Hoje acordei completamente perdida. Meu corpo afundado no escuro da vida. Um silêncio profundo e intocável. Medos e arrepios espalhados sobre mim. Soluços convulsivos, nesses momentos em que me sei só. Meus olhos fixos num horizonte de única cor a juntar-se a minha dor vazia - essa dor de tristeza e de ausência de mim. Essa dor de me tocar sem nada sentir entre as mãos. Hoje acordei fantasma em ruas abandonadas, e os meus pés imersos nas águas salgadas, nas poças do choro que jorrou copiosamente, pensando em lavar minhas esperas, meus sonhos ansiosos, grudados pelas janelas. Acordei com a cruz e a espada afogando meu peito, com meus dedos nas feridas a cauterizar veias secas, sem mesmo saber por onde vai meu coração. Se ao menos uma oração soprasse aos meus ouvidos... se ao menos alguma mão me prendesse n'alguma amarra... e, se ao menos as águas ácidas das chuvas me cobrissem a pele... e se os jardins, nessa manhã, conseguissem acordar meus sentidos com o odor das rosas... e se o gosto da terra infiltrasse na minha boca, numa respiração mágica e colorida... Não! Hoje não há nada que me faça alcançar as portas de qualquer lugar que seja, porque hoje me perdi e estou tentando arrumar os cômodos dos meus dias, das minhas horas que correm longe de mim, por um fio, em desafio... procurando catar um pedacinho de luz para acender a minha escuridão patética e absolutamente ridícula.

Há um dia assim, ou talvez mais que um, em que acordamos, com um nó apertado, o estômago embrulhado, totalmente abandonados... com uma imensa vontade de querer voar para um único abraço, pousar em um único peito e aninhar entre um coração acelerado... e tocar o calor de um único olhar a penetrar nossa alma, sentindo como lâminas um: EU TE AMO!

Malu Silva




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sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de vis solidões Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬


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Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













Honradez

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