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Brasil - Portugal & Companhia A Máfia da Cebola (II)






Brasil - Portugal &companhia -  A Máfia da Cebola (II)


Entretanto,um ano foi passado:
A empresa  Malu, está em situação dificil, pois o mercado está a falhar. Cada vez se chora menos e o rir está pelas horas da morte. Assim o  pessoal privado destes luxos e com esta austeridade imposta e apátrida, não vem às lojas tão desejavelmente, para consumir doses de vitaminas humor e boa disposição - daquela que até faz chorar a rir.  Estabelecida a crise, a  família Corleone aproveitou para se escapar sorrateiramente de Irecê, zarpando para o sul de Itália, para a terra onde viu nascer Dom Corleone. Encontram-se de férias, na Sicilia, numa velha e alcandorada mansão, junto ao mar,recebento, frequentemente, a visita do padre Inocencio, personagem sempre habitual naquela casa, onde não dispensava o bom acolhimento que lhe era prestado pela Dona Ronilda. Sempre adorava uma boa mariscada  acompanhada de  vinho da região da  Toscania, servido com grande devoção pela devota dona de casa, sob o olhar complacente do padre a segurar, com  zelo e um sorriso escandalosamente beatífico, aquele copo de cor azul e burilado com saliencias geometricas, em bom vidro de Veneza, que tanto gostava. Dom Corleone, com grande e alvo guardanapo pendurado no seu grosso pescoço  saboreava o rico recheio de uma lagosta, partindo-a com um certo jeito profissional, com um martelo a preceito, produzindo aquele som característico das marisqueiras napolitanas, provocado pelas  marretadas que aplicava, afincadamente, no cadáver do bicharoco.   Em intervalos de mastigação enquanto enchia o copo, dizia, voltado para o padre, que a crise estava estabelecida no negócio das cebolas - estava falhando porque na origem ,no Portugal dos pequeninos, -  um pais de gente sábia e de grandes e inúmeros prodigiosos gestores,  em que o Presidenta da República era um deles, também professor de ciencias económicas que aproveitava a cátedra para emitir sentenciosos conselhos à sua turma.Portugal tornou-se, assim,  um país de palpites, reuniões e de grandes debates televisivos. As coisas já não eram como antes, pois aconteceu que,o Banco em que o negócio das cebolas se apoiava, faliu de uma maneira estrondosa vitima  de uma gestão ruinosa de cariz mafiosa  e assegurada por amigos de Dom Corleone em que o Zé povinho ficou lixado, pois teve de pagar com língua de palmo e meio,  o buraco financeiro, da sua magra algibeira. Depois, um eloquente visionário político, mas completamente fora do tempo, deu para incentivar o negócio das energias renováveis naquele pequeno país. Assim os vastos  campos de cultura da cebola, deram lugar a grandes moínhos de vento,  parecidos como aqueles que ele viu nas gravuras do livro D.Quixote de La Mancha, livro este legado da biblioteca da  sua madrinha que possuia na sua casa senhorial, na Toscania, saído da estante da  biblioteca, onde dava guarida a livros muito bem encadernados de lombas reluzentes,  para darem mais nas vistas e enquadrarem-se na decoração da sombria e pesada sala, carregada de enormes molduras de fotografias de sisudos antepassados .  
O padre, com a boca cheia e encarniçado que nem um tomate abanava com a cabeça em aquiescencia ao que Dom Corleone do outro lado da comprida  mesa de carvalho maciço, ia dizendo. -Jamais o negocio das cebolas voltou ao que era, dizia : pois dera lugar a outro de grande envergadura que era o das energias renovaveis, afirmava : negócio esse, muito fixe. para os acionistas e, tambémde empregos com ordenados chorudos,com luvas, despesas de representação e outras rubricas a contabilisar fora do fisco.  Ele estava agora muito apostado era na na livraria de Irecê pois a cultura de leitura pelos jovens daquela cidade, cada vez era mais importante. Essa juventude estava a trocar o samba e o reboliço das noites maradas, pelo silencio das bibliotecas nacionais ali existentes.Também, tinha outro projeto em mente - construir um grande sambódromo, pois via nesse megalómano projeto - uma saída de desenvolvimento económico com a criação de novos postos de trabalho, e o engrandecimento dessa cidade, também , pela captação dos turistas europeus, sempre babados pelo rebolar, muito peculiar, das bundas e do tremelicar daquele moreno mulherio - fenómeno esse que, já deveria ter sido considerado pela Unesco, como património Mundial da Humanidade


Hélder Gonçalves

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