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Música de fundo



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O “Refúgio” Da Tua Escrita




Caríssimo amigo Hélder.

Eu vejo, no teu texto, não um “Refúgio”, mas dois “Refúgios”.
A TUA ESCRITA COMO REFÚGIO E O REFÚGIO DA TUA ESCRITA.
Passo a explicar:
O “REFÚGIO” DA TUA ESCRITA:
O teu “Refugio” é uma história apaixonante, onde a qualidade literária não é importante, nem se exige, porque és tão virtuoso na linguagem, na capacidade narrativa comandada pela imagem e interacção, que o imaginário nos fixa de imediato.
Parabéns. Gostei muito.
Todavia, todos sabemos quem é aquele Fernando. Raramente conseguimos escapar e não retratar um pouco de nós. (os autores ocultam muito pouco) e esse espaço de nós, é muito visível nas nossas histórias. Isso é bom.
Daí a importância que se coloque em papel, este e outros “refúgios”, (porque a memória acabará por nos trair mais tarde ou mais cedo), de forma a torná-los acessíveis para as gerações vindouras

A TUA ESCRITA COMO “REFÚGIO”
O que nos leva a escrever um texto que tem gravados imaginários e referencias absolutamente pessoais?
É um método que utilizamos para combater e suplantar a dor.
Escolhemos, por isso, escrever, numa tentativa de libertar, perceber ou aprender a lidar com algo que nos perturba, intriga, provoca, ou fascina. A forma pode ser fragmentada, barroca ou rebuscada, mas o fundamento é sempre refugiarmo-nos na escrita, fazendo dela o nosso “Refúgio”.

Um grande abraço com amizade, incondicional.
E saudações literárias.


 Blogger Alice Ruivo 
escritora, poetisa

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