Avançar para o conteúdo principal

O ar que respiramos e seus efeitos colaterais



Pós, sprays, fumaças de fábricas e gases são os poluentes tóxicos do ar. Eles prejudicam o ambiente e a nossa saúde. Respirar ar poluído aumenta o risco de problemas respiratórios (como bronquite e enfisema) e desordens reprodutivas.
O monóxido de carbono (CO), gerado pela combustão incompleta em caldeiras, motores ou aquecedores domésticos a gás, é bastante tóxico. Pode até matar em ambientes fechados ou mal ventilados, como garagens e banheiros. A principal fonte de CO são os veículos a gasolina, principalmente carros sem injeção eletrônica e sem catalisador de gases no escapamento.
A legislação estabelece que as chaminés de caldeiras e canos de descarga de veículos automotivos tenham filtros para a retenção dos gases.

O motorista que fica dentro do carro enquanto abastece o tanque de gasolina, inala vapores de benzeno. Isso aumenta a probabilidade de problemas de saúde típicos da exposição crônica ao benzeno, como a leucopenia. Morar próximo a indústria que libera substância química cancerígena aumenta o risco de desenvolver câncer (leucemia).
Os efeitos da poluição do ar podem ser imediatos, como lacrimejamento, ardência nos olhos, irritação na garganta e crises de bronquite. Ou podem ser observados meses ou anos após a primeira exposição. O câncer é um exemplo de efeito tardio. Veja, na tabela 2, os contaminantes mais comuns, as fontes poluidoras e seus possíveis efeitos.
O clima

O ar puro é formado por nitrogênio (N2), oxigênio (O2), gás carbônico (CO2), hidrogênio (H2), argônio (Ar) e vapor d’água. Esses componentes estão em equilíbrio em diferentes proporções, conforme a região da Terra.
Esse equilíbrio é constantemente ameaçado por agressões como a queima de petróleo e do carvão mineral, que aumenta a quantidade de CO2 e óxidos de nitrogênio (NOx) e de enxofre (SOx) no ar.

O enxofre e o nitrogênio reagem com o vapor d’água e voltam à terra na forma de chuvas ácidas, destruindo florestas e plantações. O CO2 é o principal responsável pelo efeito estufa.
Efeito estufa

Gases (principalmente CO2) e partículas, acumulados nas camadas superiores da atmosfera, formam uma cobertura que impede a dispersão natural dos raios solares refletidos pela superfície da Terra. O calor irradiado pela Terra fica retido na atmosfera e provoca um superaquecimento (aquecimento global). Chamamos isto de efeito estufa.
Esse aquecimento pode ser catastrófico. Pode derreter geleiras e, com isso, elevar o nível dos mares, provocando a lenta inundação das regiões litorâneas do planeta
.O Protocolo de Kyoto, firmado por vários países, no Japão, em 1997, estabeleceu metas e princípios para a redução global das emissões de dióxido de carbono (CO2). Porém, os EUA se recusam a reduzir suas emissões de CO2 e não ratificam o protocolo. Com isso, impede que ele entre em vigor.
Os EUA são responsáveis por 25% da emissão mundial de CO2 (termelétricas e transporte individual). Os EUA ganham um poder de veto, já que o protocolo só entrará em vigor quando for ratificado por países que, juntos, sejam responsáveis por pelo menos 55% das emissões de CO2.

Os EUA - os maiores poluidores porque são os que mais consomem energia fóssil - querem manter seu padrão de consumo. Eles não assinam tais protocolos (foi a mesma postura em relação às resoluções da ECO-92). Ao mesmo tempo, sob a alegação de reduzir a poluição em países periféricos, impedem, na prática, que esses se industrializem.
Buraco de ozônio

O ozônio (O3) existe naturalmente nas camadas superiores da atmosfera. Ele filtra os raios solares ultravioletas, diminuindo sua incidência sobre a superfície terrestre. Essa proteção do ozônio é destruída por compostos químicos presentes em sprays (pintura a pistola, tintas, inseticidas, desodorantes e perfumes), gases de geladeira etc. Em regiões onde há buraco na camada de ozônio, aumenta a incidência de câncer de pele. Por isso, o uso de organoclorados em sprays (clorofluorbenzeno) e outras finalidades está proibido nos países com legislação ambiental mais avançada.
Smog

É a névoa cinzenta, que torna o céu cinza e reduz a visibilidade na cidade. O fenômeno - comum no inverno - é produzido por uma reação química entre a irradiação solar, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Os produtos químicos são liberados pelos veículos automotivos e outras fontes industriais. O fenômeno acontece quando há uma inversão térmica que mantém as substâncias em baixa altitude. A inversão térmica (ar quente, seco e sem ventos) funciona como um tampão, concentrando os poluentes do ar no nível próximo do solo, onde respiramos. Assim, provoca irritação dos olhos, dor de cabeça e problemas respiratórios, como pressão no peito, abafamento e falta de ar. Este fenômeno ocorre em grandes cidades industriais como São Paulo, México e Tóquio.
O motorista que fica dentro do carro enquanto abastece o tanque de gasolina, inala vapores de hidrocarbonetos. Isso aumenta a probabilidade de problemas de saúde como a leucopenia.
Poluição por produtos químicos

Desde a revolução industrial, temos contato diário com milhares de substâncias químicas sintéticas (fabricadas pelo homem). Muitos destes produtos fazem parte de nossa vida cotidiana, como os detergentes, fluidos para limpeza, inseticidas, gasolina, óleos combustíveis e solventes químicos. Os medicamentos e as soluções utilizadas nos hospitais também fazem parte deste arsenal.
Segundo Paracelsus (1493-1541), o pai da toxicologia, “a dose faz o veneno”. Toda substância química sintética é potencialmente tóxica.
A contaminação do ser humano vai depender de vários fatores:
 a toxicidade da substância, a dose de exposição, o tempo de contato com o produto, a sensibilidade individual, a capacidade de desintoxicação do organismo e a habilidade do corpo para regenerar o órgão ou sistema atingido.
Os produtos químicos devem ser utilizados em locais abertos e arejados e com proteção adequada, para reduzir sua toxicidade.

Intoxicação aguda

Infelizmente, a intoxicação aguda ainda ocorre com grande freqüência em nosso país, em acidentes no lar, no campo ou na indústria.
A intoxicação acidental, no lar, ocorre em geral com crianças. Para prevenir acidentes com substâncias químicas (querosene, cloro, água sanitária, amoníaco, removedor, soda cáustica, inseticida), evite armazenar estes produtos em vasilhames como garrafas de refrigerantes ou embalagens de alimentos. Mantenha em local onde as crianças e os animais domésticos não possam ter acesso.

Em caso de intoxicação com produtos químicos, entre em contato imediato com o Centro de Informação Toxicológica (veja na relação de telefones ao final), vá ao pronto-socorro mais próximo e leve o rótulo ou embalagem do produto. Em geral, como primeiro socorro, as pessoas tentam provocar o vômito, mas atenção, em caso de ingestão de soda cáustica, isto vai agravar o problema.
Existem diversas substâncias químicas que podem produzir quadros de intoxicação crônica. O benzeno. é uma delas.
Benzeno

O benzeno é uma das substâncias químicas tóxicas mais presente nos processos industriais no mundo. É a substância mais cancerígena, segundo o Agência Internacional de Controle do Câncer (IARC).
A exposição crônica ao benzeno - comum em refinarias de petróleo e nas siderúrgicas - prejudica bastante organismo. Seus metabólitos (sub-produtos) são altamente tóxicos e se depositam na medula óssea e nos tecidos gordurosos. Não existe limite seguro de exposição ao benzeno. A simples presença do produto no ambiente de trabalho põe em risco a saúde do trabalhador. A legislação estabelece como limite de exposição 1 mg/l (o mesmo que 1 g/m3. Algo como uma bolinha de homeopatia em uma caixa d’ água de mil litros).

O Acordo Nacional do Benzeno, firmado, em 1996, entre o governo, a indústria e os sindicatos dos ramos petroquímico, químico e siderúrgico, definiu medidas de proteção da saúde de trabalhadores e limites de exposição. O limite de exposição, no trabalho, é de 1 mg/l no setor petroquímico e 3 mg/l no setor siderúrgico.
Entre as medidas de proteção são previstos: programas de vigilância da saúde e de monitoramento ambiental e instalação de grupos de prevenção à exposição ocupacional ao benzeno. Quem trabalha em unidades que operam com benzeno deve passar por avaliações de saúde periódicas. O hemograma completo é obrigatório e permite avaliar alterações, ao longo do tempo, possibilitando diagnósticos precoces de benzenismo. Além disso, toda empresa que armazena, usa ou manipula o benzeno e seus compostos líquidos, em um volume mínimo de 1% do total, é obrigada a ter um grupo de trabalho de benzeno, cujas atividades são ligadas à Cipa.
Na tabela abaixo, apresentamos algumas substâncias químicas tóxicas, suas fontes de emissão ou produção e os riscos para a saúde.
Poeira

As poeiras industriais são responsáveis por boa parte da poluição urbana. Nas comunidades vizinhas às pedreiras e às indústrias cimenteiras aumenta o índice de problemas respiratórios. Trabalhadores em atividades de extração e beneficiamento de brita; pintura automotiva ou naval com jateamento de areia; artesanato com vidro fosco ou cristal de rocha e escavação de túneis e galerias podem desenvolver uma doença conhecida como silicose ou “pulmão de pedra”.
No Rio de Janeiro, uma lei proíbe o jateamento com areia (lei 1979/92). A lei foi conquistada graças à luta dos trabalhadores em estaleiros, principais vítimas da silicose, doença pulmonar que pode matar.
A asbestose é uma doença provocada pela aspiração de fibras do asbesto. Ocorre na mineração, na indústria de artefatos de fibro-amianto, na confecção de roupas de segurança e na manutenção de lonas de freio de composições do metrô.

Extração de minérios

A atividade extrativa mineral, no Estado do Rio, gera muitos prejuízos ao meio ambiente. As explosões para extração de brita, em bancadas verticais, e as escavações geram grande volume de poeira. Atividades similares, como a abertura de estradas e túneis, abertura de grandes crateras e desmatamento também produzem poeira.
Essas atividades só podem ser executadas com prévio estudo de impacto e o compromisso de posterior recuperação ambiental. Assim mesmo, elas agridem e desfiguram permanentemente a paisagem urbana. Existem vários pontos de extração mineral espalhados pela cidade do Rio de Janeiro, como as pedreiras da Serra da Misericórdia, na zona da Leopoldina, e a exploração de saibro na região da Covanca, em Jacarepaguá. O beneficiamento de brita, quartzo, granito, mármores, cristais de rocha e outras pedras decorativas também poluem pela produção de poeira.
Todos esses processos exigem cuidados especiais, como a permanente umidificação das áreas onde ocorre a perfuração e o beneficiamento, para evitar o espalhamento de poeiras (como a sílica) para a atmosfera.
Composição do ar seco
NomeFórmulaProporção
NitrogênioN278,08 %
OxigênioO220,95 %
ArgônioAr0,934 %
Dióxido de CarbonoCO2382 ppm
NeonNe18,18 ppm
HélioHe5,24 ppm
Monóxido de nitrogênioNO5 ppm
KriptônioKr1,14 ppm
MetanoCH41,7 ppm
HidrogênioH20,5 ppm
Protóxido de nitrogênioN2O0,5 ppm
XenônioXe0,087 ppm
Dióxido de NitrogênioNO20,02 ppm
OzônioO30 à 0,01 ppm
RadônioRn6,0×10-14 ppm

Fonte: www.sindipetro.org.br, www.smg.gov.mo

Mensagens populares deste blogue

Do hábito biscoitos d'açúcar

De pedaços de poesias 
Fiz uma nuvem de melodias 
No mundo de suaves revoadas 
Valsando em asas encantadas 

Nas palavras erguendo magias 
Dançando sons em rapsódias 
De paixões fragmentadas e fugidias 
Acolá, chegarei com outras histórias

Nos passos -  Carinho ao aconchegar 
Com doçura que imagina minha mente 
Meus sentidos se elevam  ao prestar 
Em compasso de superação finalmente! 

De Ti em mim sonhos... 
Infinitamente. 

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













Honradez

Honradez... Tua Manta De Diamantes
Amanheça Para a vida, Para o melhor quetem Respeita a aliança Acredite que adiante O real do que éseu legado Espera...
Amanheça Para a boa vontade de Dar as mãos E o perdão, compartilhar Os sonhos Os sorrisos O pão...
Amanheça E dê avocê, perdão Porque o erro reconhecido É acolhedor para a alegria Da humildade que afasta a tristeza ... E traz a esperança de que... Hoje, vai dar certo!

sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de solidões vis. Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬