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Música de fundo



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Jardins Internos...

Imagem Google

Há dias que sou como sombras...
Negro vestido a vagar ao léu,
movendo, pelo céu, chuvas de saudade.

Há dias que sou poemas presos
em jaulas de aço,
cantando feito rouxinol,
realejo de passarinhos.

Há dias que sou mar calado...
O sonho absurdo de uma aurora
perdida entre a lua e o sol.

Há dias, como hoje,
que sou um anzol
a laçar minhas próprias iscas...
A rasgar minhas vísceras.

Sou o esboço do sorriso impreciso...
Sou o visgo
que alimenta meu próprio jardim.

Malu