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Música de fundo



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

As Praxes E Seus Tiques Nazis



    Não sei porquê (...) ,mas a verdade é que ,sem qualquer deliberação ,diria mesmo,quáse automaticamente ---ao ver o programa de ontem ,dia 25,da RTP1 sôbre as " praxes académicas",tão saudavelmente demonstrativas dum elevado espírito de fraterno companheirismo ! ---,dei comigo a pensar nos muitos e "edificantes" testemunhos documentais (alguns ficcionados, mas com base documental)que chegaram até nós, dos "famigerados" campos de concentração nazis !... Até mesmo ,uma menina loira aos berros( de comando ,´tá claro! )me fez lembrar---também sem querer! ...---aquelas simpáticas e afáveis               "piquenas"incumbidas das "nobres" tarefas de guardas  (e,certamente ,de muitas outras... )  naqueles  campos  de   "férias" !...                                 
                                                                                                                                                                   TAMBÉM NO BRASIL  - Por Ronilda David/Loubah Sofia                                                             
Os 10 trotes/Praxes universitários mais brutais
Final das férias, início das aulas e com elas os famosos trotes com calouros nasuniversidades. Se você acha que ser um universitário novato é ruim, vai descobrir que pode ser pior do que você imagina. Selecionamos os dez trotes mais cruéis emaléficos já vistos. Confere aí:

avatarSabe aqueles marcadores de textos coloridos? Aposto que você nunca imaginou que ele já foi usado como ferramenta de trote em calouros. Além de ter a bunda pintada o destino do pilotinho colorido foi o reto do universitário.
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avatarUma universitária relatou que durante um trote foi obrigada a fazer uma difícil escolha: usar um vibrador na frente de todos ou tomar uma batida de cocaína. E aí qual seria sua escolha?
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avatarÁgua fervendo com spray de pimenta, esse foi o preparo macabro feito para jogar nas costas dos calouros. Vários deles sofreram queimaduras de segundo e terceiro grau nas costas, peito, nádegas e órgãos genitais.
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avatarUm calouro foi obrigado a beber uma imensa quantidade de água ao ponto de vomitar. O volume de água ingerido foi tão grande que o cérebro do universitário inchou e ele morreu intoxicado pela água.
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avatarCom apenas 18 anos, um jovem morreu depois de beber uma grande quantidade de álcool durante 90 minutos.  O universitário sofreu uma taxa de alcoolemia de 0,44. Só para se ter uma ideia, isso excede o efeito de uma anestesia para uma cirurgia.
avatarAlguns veteranos se divertem jogando creolina na pele dos calouros. Pasme, o que eles acham mais engraçado nisso tudo é ver a pele dos novos universitários queimarem.
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avatarUm calouro de São Paulo, durante uma festa de boas vindas, foi espancado pelos colegas e como se não bastasse ser agredido, ele ainda teve que amarrar um peso de 7 quilos nos seus órgãos genitais.
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avatarNessa brincadeira o veterano pode escolher o trote que quiser, de acordo com sua imaginação maléfica que inclui, por exemplo, ajoelhar no chão com cacos de vidro, pular em uma piscina na temperatura ambiente de menos de 10ºC, gritos no ouvido e outras coisas do mau.
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avatarOs veteranos obrigaram um calouro a tirar a roupa e entrar em um barril cheio de água com cal. Foram tantas queimaduras que o universitário sofreu que ele acabou não resistindo e morreu.
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avatarCalouras foram submetidas a uma espécie de assembléia do próprio corpo. Elas ficaram completamente nuas diante de todos enquanto as pessoas gritavam seus defeitos em alto e bom som.



Fonte: Listão


 MAIS DE UM MÊS SE PASSOU SOBRE A TRAGÉDIA NA PRAIA DO MECO.

Pessoas vão falando o que viram, as famílias vão inquirindo e a resposta do único sobrevivente não se faz ouvir.
Hoje sabe-se mais do que há um mês atrás. Que fizeram "treinos" de submissão, com pedras amarradas às pernas e obrigados a rastejar, em terrenos perto da casa alugada e antes da noite fatal.Experienciar o que iriam aplicar.
Que na praia estariam alinhados de costas para o mar, respondendo às perguntas do "dux" e a cada reposta errada, recuariam um passo.

Há lógica nestas "praxes"?

Sempre achei que havia mais do que uma simples conversa à beira-mar onde foram surpreendidos por uma onda. É certo que todos eram maiores de idade e presume-se com inteligência bastante para saberem dizer "basta" e não infligir aos caloiros essas práticas que nada têm a ver com a formação universitária. Mas porque os limites têm sido ultrapassados nas ditas "praxes" é necessário que a verdade seja apurada.

Partilho mais um desabafo recolhido do Blog "Pés no Sofá" que diz muitas verdades. Que não se preparam "as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania", mas sim é com "o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. "

A.N.S.

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CARTA ABERTA A UM “DUX”

Dux:

Ando aqui com esta merda entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é "nunca mais"?

A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a merda, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acreditei que estivesses. Agora parece que tens amnésia selectiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Curiosamente, uma amnésia rara resultante de uma lesão cerebral de uma zona específica do cérebro. Sabias Dux? Se calhar não sabias. Resulta normalmente de um traumatismo crânio-encefálico. Portanto Dux, deves ter levado uma granda mocada na cabeça. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar.

Vocês, Dux... Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou-te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las.

Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato.
Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não "empurram" colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux.

Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. Mas a forma como a justiça actua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso Dux, já devias ser responsabilizado. É tortura, Dux. E a tortura é crime.

Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues perceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nehuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele.

Fonte:Blog Pé no Sofá

Enviado via e-mail reencaminhado por Henrique Padinha