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O MEU NATAL









 É um conceito adquirido que o Natal insere-se numa quadra em que se comemora  os valores da família e da paz entre os homens.
Todo um grandioso dispositivo é montado para proporcionar um ambiente especial convidativo ao apelo de uma paz interior em cada um de nós.
Todo o negócio inerente fluoresce, nessa altura, nos países de cultura ocidental, em que é hábito presentear a família e os amigos chegados, em que a publicidade dos produtos expostos nas montras são efusivamente iluminados, bem como as ruas decoradas a preceito a emprestar um ambiente de magia, enquanto peças de música  bem escolhidas e apropriadas nos acompanham por todo o lado onde estivermos.
Para mim, digo,francamente, que é precisamente nesta altura do ano que sinto um inefável estado de alma que me remete para uma profunda tristeza e um deprimente desconforto – tal como se partilhasse uma grande festa que não fosse minha - que não me pertencesse.
A felicidade não pode existir quando o meu vizinho, sofre por estar desempregado, por aqueles que estão depositados, pelas famílias, em lares da chamada terceira idade, pelos sem abrigo que, nesta altura, disfrutam de uma solidariedade especial e casuística. A caridade será praticada porque, nesta quadra, todos devemos ser  magnânimos (excepto os agiotas da Troika e o FMI !!!) e temos de ficar bem na fotografia para merecermos as benesses do bom Deus.  Também aquela  miséria envergonhada e terrivelmente silenciosa, à mercê da piedade institucional das chamadas misericórdias, ainda daqueles que estão sós, nas suas casas, sem família, sem a companhia do parceiro/a que partiu.
Confesso que sinto haver uma grande hipocrisia nesta quadra do ano. É o sublinhar da discriminação - da felicidade de uns e da tristeza de outros, por isso eu lembro-me de um grande texto poético do poeta António Gedeão, com o título "DIA DE NATAL” também disponibilizado neste blogue – convido-vos a ler.
Entretanto, da minha parte e da administração deste blogue,para todos, desejamos UM FELIZ NATAL

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sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de vis solidões Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬


Do hábito biscoitos d'açúcar

De pedaços de poesias 
Fiz uma nuvem de melodias 
No mundo de suaves revoadas 
Valsando em asas encantadas 

Nas palavras erguendo magias 
Dançando sons em rapsódias 
De paixões fragmentadas e fugidias 
Acolá, chegarei com outras histórias

Nos passos -  Carinho ao aconchegar 
Com doçura que imagina minha mente 
Meus sentidos se elevam  ao prestar 
Em compasso de superação finalmente! 

De Ti em mim sonhos... 
Infinitamente. 

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













Honradez

Honradez... Tua Manta De Diamantes
Amanheça Para a vida, Para o melhor quetem Respeita a aliança Acredite que adiante O real do que éseu legado Espera...
Amanheça Para a boa vontade de Dar as mãos E o perdão, compartilhar Os sonhos Os sorrisos O pão...
Amanheça E dê avocê, perdão Porque o erro reconhecido É acolhedor para a alegria Da humildade que afasta a tristeza ... E traz a esperança de que... Hoje, vai dar certo!