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O ESPELHO




                                               REFLEXÃO
Hoje zanguei-me com o meu espelho! Estive mesmo prestes a telefonar para os serviços camarários para o virem buscar à minha porta. Isto, porque decidi ir a uma dessas lojas de fotografias rápidas, tipo passe,por ocasião da renovação de um documento oficial de identificação. Depois de alguns minutos de espera, foi-me entregue, pela empregada, com um lindo sorriso, um envelope. 
Assim que paguei o trabalho, abri-o de imediato.: e, eis que susto – que tremenda desilusão: nem podia crer! 
Então não é que estava perante um rosto flácido, mal encarado, enrugado e decadente? Estavam alí os meus anos todos e, ainda, mais alguns. 
Senti-me enganado, sobretudo traído pelo meu espelho, - porquê esta traição?
Porquê tanto engano? 
Comecei a pensar nisto, enquanto regressava a casa, para dar cumprimento à minha decisão, - descartar-me dele! 
Porém, dei comigo, mais uma vez, a ver a imagem que ele me devolvia para conferir com a fotografia, aquela miserável fotografia que tinha ,alí ,na minha mão. 
Então um filme começou a passar na minha cabeça – aqueles dias em que estava completamente no charco e, olhando para ele, devolvia-me imagens de um rosto decidido, confiante, fazendo-me apelos à minha auto-estima, à coragem, transmitindo-me a ideia que nem tudo estava perdido – que valia a pena prosseguir com dignidade e boa aparencia, que valia a pena ter amigos e amigas, - fazendo-me sentir que este era o meu caminho certo. Também, quando, em certos momentos, apagava  as imagens daqueles momentos menos bons da vida, aquele lado oculto que todos temos e que não gostamos, que nos achamos feios, terrivelmente feios – dando-me a esperança do meu próprio perdão, da minha paz interior. Então, pensei em frente do meu espelho: porque deitá-lo fora se, ele, me devolveu a auto estima e até me fazia sonhar e cantar como o poeta ...

”que o sonho comanda a vida e sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança”

QUE SE LIXE A FOTOGRAFIA !


Hélder Gonçalves
Maio 2011

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sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de vis solidões Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬


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Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬













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