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Música de fundo



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

AUSENCIA


                                                                                                                              

Naquela ponta de terra, mar adentro
olho o infinito:
a nossa vida, a saudade, tanto tempo!
Sai  num grito.
Do longe, as musas  trazidas pelo vento,
fazem-me  proscrito,
prisioneiro de mim, do meu pensamento.
Estático fico.
Em diáfano manto, de ti  me  lembro
teu sorrir rico
a iluminar de branco o que contemplo
e que acredito,
embora intangivel será o meu templo
onde sempre medito:
ai, estendes as mãos, em breve momento.
De saudade sou mendigo.
esperando em vão, teu regresso, num lamento

Hélder Gonçalves
Fev.2012