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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2013

Recordando

Naquela viela estreita, gentios horrores Um bafo quente, de estranhos odores Com nome esquisito - Rua das Atafonas Tabernas esconças, cheiros esabores, putas, encostadas, em porta carcomida, gastas pelo tempo, escadas da má vida!
Vendem o corpo mal nutrido,desajeitado De mamas caídas suportadas por trapos, pernas ao léu, varizes azuis aos esses desenhadas. Pequenas saias - mais parecendo farrapos. Desdentadas, desgrenhadas, ali plantadas, sem tempo - chulos ao lado ,no mesmopecado!
Ao lado, a taberna exala cheiros rançosos De tantas iscas com elas, ali passadas Em molho grosso de frituras continuadas, p!raquela gente eram pitéus, bem saborosos Conversas estúpidas , galhofando com as putas Gritos histéricos,em alvares gargalhadas!
Juventude a quanto obrigas -por ali passei! Beijos balofos pela fome do desejo, suportei! Meus olhares, nesse tempo, não eram esquisitos Para mim, o importante, era ter os requisitos. Como adolescente candidato a homem em ebolição Sonhos noturnoscom momentos …

Entrelaces

Veja, Olhe-me com os meus olhos Deixes que eu te olhe com os teus Talvez assim, Com os olhos embaralhados Quase entrelaçados Vejamos o melhor de mim e de ti.
(Beth Muniz) Julho de 2013



REFLEXÃO (2)


Mulheres de todo o mundo: tomai nota deste pensamento, que julgo simples, mas profundo, Sobre aquilo que sois, o que valeis: lutas conseguidas em todo mundo, teus direitos de igualdade, nas leis
Em todas as batalhas, sem desalento: na história ficará o que hoje tereis. Depois de tudo alcançado, eu medito: No que tudo de bom foi conseguido- Liberdade plena conquistada, acredito, a par, com o homem - agora seguireis
Construindo novo mundo ficará escrito. Mas por outro lado, exorto, pensai bem: contrapondo ao machismo – o feminismo, radicalismo: do confronto nasce o restrito Em oposições, tudo o mais que por ai vem, confinando-se depois, no humano egoísmo.
A sociedade ficará melhor depois disto? De exacerbadas posições a família sofreu! O Homem modificou-se a sociedade também. O Amor alterou-se numa liberdade de risco, porque o papel de cada um, se perverteu, no exagero daquilo, por bom seria um bem.
A mulher é o centro da vida, também do amor. Com a sua eterna, histórica e imensa sabedoria É a mul…

ANOITECIA...

Imagem Google


Anoitecia... E dentro de mim corria a poesia Fria, sem métrica... Mas, mesmo assim, acariciava o meu ser. Anoitecia... E, na escuridão do céu, Chuva de estrelas caía Feito véu, feito magia. Anoitecia... Na leveza dos sonhos, Na escuridão dos desejos, Na esperança pequena Que, por fim, existia. Anoitecia... Porque havia de anoitecer Depois que a tarde se foi, Depois que findou o dia. Anoitecia... E, como num ritual, A poetisa nascia, Pra fazer versos, Enquanto todos dormiam. Anoitecia... E, nos meus poemas tudo podia, Porque, como guardiã Velava todos os sonhos, Pois dentro deles, tudo acontecia.
Malu Silva

Oi: aí Você! Que É De IRECÊ! - -Bahia-Brasil / Hi, You there, which is Irecê-Bahia-Brazil

Modelo:Nossa sobrinha Maíra Machado

Oi, aí Você, que éde Irecê - quero saber porquê, Você que é de Irecê- Terra de muita fé O porquê? Da terra do sol e cor, deixar. Para Portugal zarpar. De tudo, da alegria lembrar. Do arrastão se afastar E ,na tristeza,poder ficar! Oi, aí Você Que é de Irecê Quero saber porquê Você que é de Irecê, Terra de muita fé O porquê, da Terra do samba deixar? Para Portugal Zarpar Com a saudade ficar, das quentes noites lembrar Do forró, do povão a cantar O porquê? Eu quero dizer a Você: Que saí de Irecê, para aí te encontrar Nesse país aí poder ficar Terra, de tanto eu amar O porquê? de querer aí, ficar, tanto? Em minhas veias, está circulando, apelo de tal gente - me levando às origens, me transportando com amor -  estou neste país ficando. O porquê!
Hélder Gonçalves Julho 2012

A Curva recta Do óbvio

Cada uma no extremo do muro...
Uma lançava dardejantes olhares de desdém a outra,acompanhados com entrecortados risinhos de troça. A outra pessoa aparentemente alheia do que era alvo,tentava decifrar o que dizia-lhes o formato das nuvens a cada curva do vento e serenamente suspirava. Entretanto... A outra, pela quinquagésima milionésima vez entre roxa e verde,bateu o pé,revirando os olhos meio escondidos entre as madeixas que baloiçavam a volta do rosto turvo. De repente um facto extraordinário! Cai-lhe ao colo do nada, um papelinho amarrotado. Rápida o agarrou. ...E abrindo sofregamente o leu, ficando estática:
A amargura do teu veneno,faz nascer em minha boca a doçura da mais gostosa de todas as certezas,aquela que:

EU SEI.

E aquela queTu...
Apenas PENSAS que sabe.



Ronilda David/ Loubah Sofia - Alma Feita De Ti

OUTONO