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Música de fundo



quinta-feira, 18 de julho de 2013

Platoon As Flores Sabem De Nós + Platoon The Flowers Of Us Know




Cada vez aperta-me o ser, extraindo ao máximo minha tentativa de percepção
do justo, do incoerente e do que pode ou não ser lucidamente correcto.
Tamanha tragédia que até actualmente de sua maldita semente nasce descendentes
Remexer no limiar da coragem uma chaga antiga e duradoira que ainda sangra dores horrivelmente.

Silêncios comodistas ainda reinam.

Observando o mundo ao redor
Ouvindo a vida imposta que sente-se debilmente atulhas!
O abandono e a maldade dessa corja ao humano já tal fragilizado impera!!!
Em seus desmandos obscenos d’uma furía violenta na posse idiota da cobiça materialista.

O ter é diferente de o ser?


Poderia ser ambos em um só dependendo do estado em que encontra-se o feitio do sujeito em questão.
Vivemos a pior do que todas as guerras
Independentemente se a primeira ou segunda, não importa.
Os actos são mais impingidos com uma requintada inteligência
Voltada para a mais pura de todas as maldades
O pior é que a tecnologia e a malta ajudam em festejos
Em sorris débeis e burros com palmas de bis.

Sinceramente?

É de sangrar a mais alta das montanhas!
Contactar um absurdo desses e pior é estar bem no centro dele
Numa prisão realista onde sonhos não têm vez
...E quando os tem
É crime sujeito a pena de morte

Sonhos são artefactos de contrabando

O inocente torna-se o vilão
Pior de que todos os criminosos nessa visão bem mais que ariana.

Parar e tentar raciocinar a dor faz o poder de despertar -me senso de justiça
De Ti ó Vida, em cada palavra absorvo a bondade, a beleza.
Mas Tua ternura... De tão suave por mais que a busque um bocadinho não consigo .
De Ti a sinto e sinto muito, mas de mim, não a tenho
Foge-me distante e fica abrupta e pouco subtil palavra
desse coração meu que tão bem conhecem.
Sabes bois trilhando em direcção a matadoiro?
Aquele olhar que é de partir o coração, d’uma aceitação praticamente mórbida!
Se a malta ao menos ignorasse esse eleger até que era compreensível
Por a ignorância perdoa -se actitudes absurdas, mas não é!!
Não é!
Isso revolta-me as entranhas porque sabem
Trazem a luz do próprio conhecimento o que fazem
No intimo reconhecem a culpa de si para se mesmo e no entanto prosseguem...
Prosseguem no mesmo erro,na mesma crueldade
Com carinhas d’anjos desgraçados apontando o dedo
Para castigarem o “verdadeiro culpado” o ídolo eleito!
É d’uma perversão que só não leva ao vomito dos cães
Porque enfim, os pobres eles os cães não é merecido que estejam no meio dessa história.
Creio que é por essa e outras que perseguida e apedrejada sou
Enxotada, castigada de mil formas possíveis
Por essa boca que não cala-se e alma que não entrega-se!
Se no dia em daqui o for eu, e por acaso escreverem alguma epígrafe certamente será:

Aqui jaz uma louca que falava o idioma dos dementes...
Mal fadado ser que não aceitou as flores.

Que seja!!

As flores sabem de mim
e da minha "loucura" junto ao saber delas sei eu.



Ronilda David/Loubah Sofia - Alma Feita De Ti -
Dedicado : A nós Os Bravos Do Pelotão
Também publicado no PEAPAZ