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Defronte do espelho -In front of the mirror




Coisa esta que me acontece,
olho o espelho, o que vejo:
Sulcos no rosto, aspecto sofrido.
Aqui cheguei e o que permanece,
cada marca, onde nela revejo
o  longo caminho já percorrido,
A realidade, então, se desvanece

Penso que - aquilo ali reflectido,
continua sendo aquele tal rapaz,
alegre, cantando a sua juventude,
livre ,por nunca ter sido contido,
flamante archote na mão, pela paz:
no mundo em qualquer latitude,
por, em difícil tempo, ter vivido.

Fugaz momento, aquele deleite
A dura realidade se me apresenta:
De novo,os sulcos no meu rosto.
Marca do tempo, bem pouco aceite
Preconceito - aquilo que representa
ignorânciaignomínia – que desgosto!
Nada que justifique nem que enfeite

Nesta sociedade de competição
bravias lutas, muitos ficam para trás.
A falta de respeito pelos mais velhos.
Os ouvidos fecham, não escutam a lição.
Esquecem tudo, num frenesim voraz,
isolam, não se veem nos espelhos.
Posturas de vida, sem remissão.

Então eu penso: Que, as minhas rugas-
realidade reflectida naquele espelho,
são estradas da vida, há tanto percorridas,
em caminhos direitos que não teem fugas,
sabedorias aprendidas, aptas ao  conselho,
Na sábia Universidade da Vida, adquiridas,
olho, agora, o mundo, vendo-o das alturas.

 Hélder F.D Gonçalves



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