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Música de fundo



terça-feira, 30 de julho de 2013

Confissões D'um Parvo Coração






A única coisa que tenho uma quase certeza é que: Tudo é tão relactivo quanto o que penso ser esse momento de agora e até isso, sinceramente não sei bem se é real ou não.
Por isso escolho cada segundo como único e os absorvo como aprendizado se está bem ou se é ou foi mal...Paciência!
Sei apenas que são  segundos que escorrem-me entre os dedos,pelo cantos dos olhos e no tremor dos lábios que esforçam para sorrir e outras vezes para zangar...
São segundos que fazem as colecções das horas,dos dias e da idade onde cheguei (inacreditavelmente!) Apenas segundos eis o que acredito ter. Unicamente e só.
 É a vida na sua constituição que de tão simples torna-se uma complexidade de snobes
eruditos sabichões,peritos em "achometros" e eu parvamente,inclusa no meio por calamidade ou a oportunidade que calhou.
Eis a única certeza que tenho,essa a dos segundos dessa vida
A minha, a tua...A vossa.Nossa vida.
Por isso sinto ser agora a hora exacta de pedir em confessionário da fogueira pública (Afinal o que é privacidade?):Então...
Perdoe-me se meu riso histérico de dor confusa,magoou tua alegria no olhar que via-me por trás do espelho.
Perdoe-me se a minha humanidade capaz que exageradamente frágil,aleijou
o teu tão seguro modo de estar na vida (coisa que confesso talvez nunca ai chegar)
Perdoe-me por ver tudo tão coloridamente louco ou tão tristemente negro e com
isso fazer teu organizado arco-íris estremecer o arco  da agenda.
Perdoe-me por ser pateticamente hipotética,por ser firme no capaz,no porém ,no talvez ou porventura e desiludir-te nos teus amadurecidos sims e ternurentos nãos.
Ó ... Perdoe-me: Por devanear no do porque o mundo,aprova a teoria de que o mau do mal,é que o bem não poderia ser tão bom assim.
 Perdoe-me por ser tantas eus e ao mesmo tempo não ser ninguém em especial
seja onde e como for e não deixar bem claro que a culpa não é tua, nem do mundo,nem da vida e o engraçado é que também não é minha!
Posso ter tendências um bocadinho masoquistas, aqui e acolá lamber as feridas,deitar lágrimas de auto compaixão tolas e...Vá lá! Egoístas!
Posso ter uma língua  indisciplinada e um coração tosco e tolo,diria que quase beirando a estupidez, mas podes ponderar e perdoar ?
Acredito que mais vale ser terramoto desassossegado do que mar de tédio e zombada indiferença!
Mas vale saber de hoje um tanto assim do que armar-se em carapau de corrida metido a vidente e profetizar o amanhã que capaz que nunca há de chegar.
Mas vale ser mola solta,uma língua de trapos,um coração amanteigado,do que um coração mais seco do língua de papagaio no deserto.
Por isso perdoa -me a culpa que mal sinto de tanto sentir. E que tento policiar justamente por ter uma nítida desconfiança que a culpabilidade mal dosada é acto de pretendentes ao cargo de Deus e sonha com a mistificação da mais nova mitologia.
Nem sempre o reconhecimento da culpa é sinal de humildade e honestidade
Assim como nem sempre perdoar é sinal de generosidade e desapego.
Perdoe por calar demais ou por falar demasiado.Por errar tanto, por acertar tão pouco.
Por ser eu e não aquela ou aquele.Por ser aqui e agora e nem ontem,nem amanhã ou depois.Por isso e por aquilo que lembro ou que já "oportunamente" esqueci.
Pelos pudores descarados da cara lavada  de sono ou pelo riso debochado inocente
na confiança que pesa tamanha responsabilidade o do amor que conquistado foi.
Perdoe-me por ser: Up ou dow... E sobretudo perdoe-me,pela  única coisa que tenho uma quase certeza  que é :Tudo é tão relactivo quanto o que penso ser esse momento de agora e até isso, sinceramente não sei bem se é real ou não.
Por isso escolho cada segundo como único e os absorvo como aprendizado se bem ou mal... Paciência! São segundos... É a vida. A minha, a tua... A vossa.
Nossa vida.


Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti