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♫ ♫ ♫Cantigas de Maio- Zeca Afonso -Portugal Beloved Son




"Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se escantar
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não

Refrão:
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou"




 

No Natal de 1971, Cantigas do Maio caía no sapatinho dos portugueses. Era um novo Zeca, ainda com Bóris a acompanhá-lo mas com uma encenação musical inovadora de José Mário. À viola e guitarra tradicionais, José Mário associou trompete, flauta, acordeão, piano e percussões diversas que revelam definitivamente a grandeza do poeta-cantor José Afonso. Este álbum, com todas as suas canções, é um ponto altíssimo na carreira do cantor.O aparecimento deste álbum coincide com a revelação ou confirmação de novos cantores como Manuel Freire, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, Sérgio Godinho, Luis Cília, Fausto, Vitorino, Júlio Pereira e Janita Salomé. Este grupo heterogéneo e diferenciado comunga de um mesmo propósito: José Afonso como alargamento das expressões de música popular portugues..

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sorridente, calada e persistente.

Era para ser ao contrário dessa fumaça, que assoprada ou mesmo inalada se vai... Era para ser volátil como um passe despercebido de mágica. Era para ser apenas alguns segundos de choro, de lágrimas vazias de alegrias, preenchidas de vis solidões Era para ter sido, mas nunca foi, pois sempre é... Essa dor corrupta, invasora, que desdenha da minha confusão por não compreender, as razões da vida em impor ela em mim, como carrasca sorridente, calada e persistente. Era para ser uma nesga do que passou e dormiu no tempo, mas vejo que é meu presente: Resistente, crítico e decadente.

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬


Do hábito biscoitos d'açúcar

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Valsando em asas encantadas 

Nas palavras erguendo magias 
Dançando sons em rapsódias 
De paixões fragmentadas e fugidias 
Acolá, chegarei com outras histórias

Nos passos -  Carinho ao aconchegar 
Com doçura que imagina minha mente 
Meus sentidos se elevam  ao prestar 
Em compasso de superação finalmente! 

De Ti em mim sonhos... 
Infinitamente. 

Ronilda David in ‪#‎AQuânticadaestupidainteligência‬