Estigmata...Telhado de vidro: Escrutínio Das Bruxas? -Stigmata ... Glass roof: Scrutiny Of Halloween? -Stigmata ... Стеклянная крыша: проверку Хэллоуин? -


Nas observâncias do mundo que passa
Do cortinado corrido,na solidão dos semelhantes
De profanadas pálpebras...
O mistério da mudez indecifrável
E é nesse oceano de vagas,conscientes e subconscientes
Onde a razão e a emoção,ora digladiam-se
Ora agarram-se num fervilhante abraço,vamos caminhando...
Ou firmes em discretos estardalhaços,ou oscilantes no
alquebrado tormento,entre os mistérios do minuto,dos amanhãs que
Por vezes surpreende-nos com a beleza ou com a crueza
 com que se nos mostra os pedaços de todos os “eus”.
Assim somos e estamos nós a tribo dos bipolares
Que seguem...Sem bandeira,sem cocares,nessa Babel
que louva insensatos modismos descartáveis
E nós atados, ainda trovejamos soluços
N’uma sensibilidade latente a superfície da pele
Na envolvência do cérebro
Como se repentinamente estivesse sendo todo o ser
 sacudido para despertar o auto-dormitar
da inércia que às vezes por exaustão ou medo,
cai na  tolice de permitir-se ser aniquilado, natênue linha entre a vontade
e a permissividade do desgosto sem dimensão lógica,que tende a tomar conta de e do tudo.
É por isso que por vezes a profundidade de certas palavras
Tem o exímio poder de guiarem nosso espírito humano
para um patamar de consciência,que há certo tempo, não era mais acedido,
Dado que pela percepção de que em certa altura, é bastante difícil, segurar a objectividade da lucidez.

Urge!

Um momento da contemplação,o reflexo apurado das sensações
Quando calha, advem como forma de resgate,  a qual muito ajuda em instantes de reais necessidades extremas  de sabedoria e prudência  em cada  acto posto em prática.


Daí o livramento da forca,do escrutínio injusto do estigmata na fronte
Pendida. 


Enfim mais um caldeirão de aparente bruxas
Deitado já a tempo na correcta morada.


Por isso o eterno murmúrio das conciências
além da mera inteligência ignorante:

Cuida do teu Telhado de vidro
Antes que parta-te  a suja vergonha e fira-te
O morto brio...
Acto de quem  por descuido maguilhado
E negligente maldade ele ali o pôs


Ronilda David/Loubah Sofia – Alma Feita De Ti

Fotografia: Minha



  •  
    A perplexidade daqueles que, calados, enfrentam as agressões e malfeitorias dos que vivem enferneziando a vida dos seus semelhantes, esquecendo-se que têm os seus telhados de vidro.
     Por vezes caindo-lhes em cima. 
    Até ao despertar da lucidez e da força daqueles que sofrem tais agressões injustas e sem sentido, para dar lugar à força reativa da indignação. 
    Urge tomar posição firme contra os estigmas infundados, contra a inveja a maldicência a canalhice de caracteres frouxos e doentios.
     Parabéns pelo teu poema .





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