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Música de fundo FELIZ NATAL AMIGOS!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ORIGENS: O Legado Das Águas



Esse trabalho, faz parte do Projecto Mirorós,de conscientização das pessoas para a ameaçada realística de que se não aterem-se ao desperdício, logo ficaremos todos sem água potável , pois por mais absurdo que possa parecer, ainda existem pessoas, que tem o disparate de mesmo vendo, ouvindo e lendo na mídia em grande escala o pedido alarmante, para que a população economize água, ainda mesmo assim teimam em lavar passeios, carros, paredes e outras coisas, com as mangueiras acionadas, deixam torneiras ligadas, encanamentos vazando, incrédulos, não acreditam que a água da escassez, chegue ao total extérminio.

Este filme é a primeira parte do que estamos elaborando,com outros pormenores das imagens e depoimentos,para ser enviado para as prefeituras e outros meios governamentais, engajadas nessa luta.



Trabalho este dedicado ao Ilustre Escritor e Poeta: Hélder Fernando Gonçalves (Docarmo)

com o Titulo de umas das suas obras mais importantes: Origens:



Uma obra de alto conteúdo do conscientizar o espelho do homem com a terra, o homem no tratar respeitoso e amoroso com a natureza, apegado aos verdadeiros valores da vida e sobretudo mantendo cientemente uma latente demonstração de amor a Origem de tudo que dali nasce e permanece nas suas próprias Origens, e a água origina vida, sem água ninguém e nada sobrevive.

O homem sem suas origens quem é, o que é?


Somos 70% do corpo água

O Planeta terra 70%, mas notoriamente ...



Aquelas parte das pedras,onde podem ver nas imagens, eram todas cobertas d’agua, no topo do observatório tem no lado inferior, onde fica alojado o medidor e percebe-se assombrosamente a demarcação das reservas que estão abaixo do nível que é considerado normal.

É de cortar o coração a valentia da mãe natureza, o lago mesmo morrendo, clamando socorro ainda assim é belo.

É triste por demais, ainda não consigo ver as imagens que dão-me um aperto no peito, as plantações, milhares e milhares de bananeiras todas morrendo e muitas já mortas, por toda a extensão da estrada, homens e mais homens escavado poços, que deitam água nas valetas dia e noite, todos no desespero de salvar o Projecto Mirorós, a tantos anos, centro principal do sustento de milhares de família, gerando empregos e fonte de alimento e sustentabilidade.
Abandonados pelas estradas os animais que os donos não tem mais condições de manter e por isso os abandonam a própria sorte, esse filme é só uma parte do nosso projecto de conscientização, um apelo sério e sentido aos nossos semelhantes.
A esperança está exaustamento na promessa do famoso e alardeado Baixio de Irecê,dizem que:
O governo através da Embasa, está acelerando a construção da Adutora do São Francisco, que disponibilizou um total de 178,6 milhões de reais, segundos dados divulgados na Ouvidoria geral do Governo Baiano, com isso visam concluir 132,2 quilômetros de tubulações que levará do Rio São francisco, região da Xique-Xique, para a micro-região de Irecê, prometem que esse beneficio levará o socorro a mais de 350 mil pessoas e 210 cidades circunvizinhas e 16 municípios, segundo o Governador Jaques Wagner, em outubro acontecerá esse milagre prometido por ele e outros governos anteriores a mais de 15 anos.


Mas será que chegará a tempo?

Será que a vida há de esperar?

Tem que haver luta, conscientização, responsabilidade social, respeito ao meio ambiente, há de que haver união, mãos e mentes dadas para que a vida não pereça, pelo actos irresponsáveis do que chamam de seres racionais.
Coincidentemente esse trabalho,encontrou na obra Origens, do Ilustre autor Hélder Fernando Gonçalves (Docarmo) a inspiração necessária para dar continuidade do esboço desse projecto,para que fosse transmitido, uma acção mais humana, com a latente importância de que é vital manter as boas tradições, os bons costumes, defender tudo aquilo a qual acreditamos, vivermos com honra, com generosidade, humildade e boa disposição para comermos merecidamente o fruto do nosso suor sem sermos pesados aos semelhantes e principalmente sermos merecedores do presente diário que é a vida.



Para quem tiver o privilégio de ler suas obras em especial o Origens, vão seguir a trajectória do Sr. Afonso e sua dinastia, consistida no seus Filhos João e Ricardo, na sua esposa e mãe do João a Senhora Deolinda e mas a família do João e sua esposa Rosalina com suas cinco filhas, onde transcorre a segunda parte da sua rica narrativa, a envolvência do labor, da união com os trabalhadores, o respeito para com a terra e sobretudo a gratidão pela retribuição do que ela oferta ver-se na descritiva da riqueza dos campos trabalhados, a abundância da semeadura, a luxuria do amadurecimento e a abundância das colheitas, tudo isso sem maldade, sem violência, sem a mesquinharias do ócio.


A escala do tempo onde foi discorrido o Origens, é n’uma época ainda longe da descartabilidade tecnológica no que concerne um contacto mais profundo de ser humano para ser humano, mas descortina o tempo da revelia dos governantes lusos e o pulso forte de Salazar guiando Portugal para a bem aventurança de fazer chegar ao Alentejo o titulo de “Celeiro” baseado na alta produção de trigo naquela região.

Soube com magnitude suavizar a temática política, tanto na solidez do cenário,como na robustez, na beleza e amor pela vida dos personagens, e no decorrer da leitura, onde os homens ainda visitavam o Sr. Barbeiro, as raparigas ainda respeitavam a vontade e o orgulho dos pais, mantendo-se compostas na real conduta de boas filhas, tornando-se boas esposas no futuro e a instituição familiar, era considerada o pilar da existência da humanidade.



Tempos bons onde a prosa era sem pressa, a alegria era compartilhada na dança, na fartura da musica, do vinho local, onde os segredos eram sagrados, os pudores revelados castamente entre o abrigo do leito, há! Tempos idílicos, tempos da saudades...

Fica documentado então ao mundo o talvez socorro, que possa chegar não só para o sertão brasileiro, mas também que fique registado a lição de vida na obra Origens desse vultuoso escritor e sensível poeta.

Levantemos um brinde ao futuro das boas noticias e bons algurios para a terra que clama...


Um brinde em especial ao alto e em bom som, a Ti Docarmo ...Ao João, a sua família e ao seu legado que através das tuas mãos tornou-se atemporal nos meandros da história.


Tim! Tim!


Nem sempre o silêncio,que parece mudo o é.
E...Nem sempre a falta de memória
Significa, perca do lembrar.




Loubah Sofia - Alma Feita De Ti


...


Obra realizada na Barragem do Mirorós,
oeste bahiano, Brasil, que está a menos de 40% de suas reservas d'agua.


Contactos:

hgoncalves2@hotmail.com
loubahsofia@live.com
fegvideo@hotmail.com
folhac@ig.com.br

Cinegrafista: José David

Texto: Loubah Sofia
pseudónimo de Ronilda David
Fotografia: Ronaldo,Santiago, e Aline Gabriela
Hélder Fernando Gonaçalves

Edição: FEG VIDEO
Cobertura jornalistica: Folha Da Bahia
Irecê-Bahia-Brasil

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

"O REFÚGIO" Romance



O Autor Hélder Gonçalves conseguiu de forma magistral criar um cenário dos anos 50 de tal forma realística que podemos sentir aqui e acolá na narrativa do enredo, a possibilidade de tocar, cheirar, ouvir as peças do cenário e o burburinho dos personagens que sejam protagonistas, coadjuvantes ou meros figurantes.
O três primeiros personagens Fernando, Judite e Maria Do Céu ao poucos tornam-se o que poderia ser um triângulo amoroso, mas dado o carácter irrepreensível do nosso herói,o Fernando que mesmo na juventude dos seus 22 anos de idade, demonstra o diferenciamento de seu feitio para os demais da sua idade, vulto leal, fiel aos seus princípios vindos de berço d'ouro, amigo das letras e das artes em geral, simples e autentico.
Rapaz inteligente, aplicado com grande disciplina em seu trabalho, neto dedicado com total desvelo a sua amada Avó senhora que para mim vejo o retrato fiel das anciãs portuguesas que fizeram e fazem Portugal ser a notável nação que é. Que mesmo diante do sofrimento sempre mantiveram a compostura, o amor ao legado advindos do que receberam dos seus pais e avós e acima de tudo um amor incondicional a família e aos irmãos da pátria, mulheres cuja coragem até hoje são fontes de inspirações e adjectivos de: fé, ousadia, superação, mulhes cuja gênica são louvadas pelos lábios daqueles que sabem reconhecer o valor de quem faz a história ter uma direcção constante de vitória, mulheres que apesar da força e firmeza mantiveram no peito a ternura intacta dia após dia.
Nós vamos encontrar o Fernando no decorrer da leitura encarando lutas e provas que para muitos seriam encaradas como batalhas perdidas, tolhimento da liberdade, porta aberta para discussões que levariam a bancarrota de qualquer cidadão menos sábio.
O Ambiente onde foi construída a história é dividida em três partes A primeira na sua rotina diária entre casa, trabalho e cafés as quais freqüentava para encontrar amigos, depois na segunda parte o surgimento de “O Refúgio” onde conheceu as alegria do amor, o sabor pueril e apaixonada da descoberta sexual, o lado doce da poesia declamada como poucas vezes e na terceira parte a sua estadia na Vila de Moura onde o surgimento de Clarice teve fundamental importância em sua futura.
O escritor Hélder esmera-se nos pequeninos detalhes que não só enriquecem a narrativa construída, que para o olhar atento do leitor são detalhes carregados no capricho em que Ele o Hélder Gonçalves (Docarmo) exigiu de si mesmo nos doar uma espécie de ópera cujo lirismo e ballet constitui nas belezas tocantes, comoventes e marcantes de suas lembranças.
A descrita do fumo nos comboios naquela época, a importância de ouvir-se rádio, os encontros nas tascas, a ida ao cinema com os amigos, a discussão amigável de boas leituras compartilhadas a beira das esplanadas saboreando “tapas e fininhos”, os detalhes simples ou luxuosos de cada ambiente, sobre tudo no “O Refúgio” de um requinte e sensibilidade que a impressão é que estamos diante d’uma tela ou d’uma fotografia com imagens exacta do lugar.
A tensão pela qual vive cada personagem tem o fundo principal à repressão da política daquela época, onde aquela geração foi talhada e amoldada como o puro oiro ao ser provado no fogo.


Mesmo tantos anos antes...
Ali já prever-se o rumor do que se preparava para Portugal e o mundo o tão memorável e inesquecível 25 de Abril, facto que veio a ser um divisor d’aguas, um marco na história para toda a gente.
Não irei alongar-me mais, pois assim como todas as coisas boas da vida, aquilo que nos é caro, é se saboreado e ofertado aos bocadinhos como uma educação refinada a deguste d’alma e na leitura Da obra “O Refúgio” exige-se e nos permite que assim o seja, uma só leitura na nos satisfaz dado à riqueza nas nuanças, onde a cada releitura nos fazem surpresos com factos e dados que se por um lado a mente deu destaque em alguns trechos e acontecimentos, deixou-se passar desapercebido por outros e ali se descobre e redescobre a inovação e o renovo.
Recebi do querido Amigo Hélder Gonçalves (Docarmo) sua preciosa obra a qual tenho sob minhas vistas, a beira do toque das mãos a qual trago como uma prenda vinda dos céus.
Eu confesso que passaria boa mota de tempo discorrendo a respeito de cada sentimento e sensações que aflorava-se em mim a cada leitura, mas creio que não é preciso, pois nossos actos falam mais que as palavras e quando unem-se os actos e as palavras numa só direcção em total equilíbrio, ai temos a certeza que naquele aspecto em questão chegou-se a perfeição.
Um detalhe que chamou-me particularmente à atenção foi a dedicatória desta obra: Dedicada in memória a sua esposa Maria Fernanda ...
No decorrer da história apeguei-me as palavras tendo em mente a fundamental importância desse Anjo na vida do Amigo Hélder que foi sua amada esposa e Ele com inconfundível testemunho desse amor, baptizou o principal personagem de Fernando.
Bem Haja...
A profundidade e extensão do teu coração meu Amigo.
Eis cá meu abraço estreitado com toda admiração, carinho, emoção e profundo respeito pelo espírito iluminado que sois meu Querido Amigo, pelo com tua sabedoria compartilhas e deixas como legado de conhecimento valoroso o ensinamentos a qual foram a Ti impostos a qual fizeram-se ser o homem que sois.
Até breve e toda minha gratidão por ter em minhas mãos, com teu autógrafo esse tesoiro que enquanto viver trarei com ternura nas minhas mais caras lembranças.
Minhas congratulações mais uma vez e FORÇA!





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